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sábado, 4 de novembro de 2017

enquanto eles dormiam

Depois das águas altas e do frio no volume anterior que li de Donna Leon (Acqua alta) eis que estamos agora na primavera. Brunetti investiga um caso não oficial, nas suas horas vagas, por sorte em um período sem crimes em Veneza. Só com o verão e os turistas os crimes voltarão à cidade. Uma jovem mulher, que costumava cuidar da mãe de Brunetti, condenada pela idade e pelo Alzheimer a viver em um asilo mantido por uma ordem religiosa, abandona os votos de monja e pede ajuda ao comissário, pois acredita que os anciãos daquele asilo estão sendo mortos e não morrendo por acaso. Brunetti e seus fieis comandados, Brunello e Vianello, sagazes e sedutores (primeira vez em que exibem seus talentos de investigadores independentes do chefe comissário) alcançam vencer a hipocrisia e demais práticas venais e condenáveis da igreja para chegarem a uma solução adequada para o problema da jovem ex-freira. A trama envolve o sempre complexo mercado imobiliário veneziano e o comportamento de inescrupulosos advogados que usam o direito e o abstrato conceito de justiça da população apenas para bem fazer suas negociatas e chicanas. Aprendemos algo mais sobre Brunetti. Sobre o fato dele ler os clássicos (Marco Aurélio, Tertuliano, Plínio) e conhecer bem a Bíblia. Acompanhamos sua surpresa ao descobrir a erudição e hábitos de leitura de sua sogra, a contessa Falier; sobre sua sagacidade ao trilhar caminho de segredos e mentiras que afetam o poder da igreja e de organizações pararreligiosas, como a Opus Dei. A secretaria Electra se mostra fundamental na trama. Certamente veremos mais cousas dela por aqui. Uns pedófilos, que sempre aparecem quando se fala da igreja cristã, acabam sendo punidos, mas os verdadeiros artífices de negociatas e crimes, as grandes ordens religiosas, a Opus Dei e a própria igreja, sempre serão preservados. Já disse como esses detalhes  me alegram quando leio os livros de Donna Leon. A engrenagem da vida é mais complexa do que os romances policiais comuns emulam. Nada pode ser totalmente resolvido na vida real, sempre haverá alguém prejudicado, um fato continuará nebuloso ou impune, uma certa pena jamais será aplicada. O direito é apenas um caro e lento exercício de enganação. Como um dos personagens do livro diz: "Os hipócritas nunca imaginam que os outros possam ser tão falsos quanto eles são". Só num país majoritariamente de indigentes mentais, como nesse nosso Brasil, questões de gênero e pedofilia são tratados com igual leniência e derrisão (no mundo da ficção de Donna Leon as pessoas são mais sérias e mais críveis). Mas não há porque se perder mais tempo com esse desgraçado pais. Vamos em frente. Mudemos de tema. 
Registro #1234 (romance policial #66)
[início: 18/08/2017 - fim: 24/08/2017]
"Enquanto eles dormiam (Brunetti #6)", Donna Leon, tradução de Carlos Alberto Bárbaro, São Paulo: Editora Schwarcz (Grupo Companhia das Letras), 1a. edição (2010), brochura 12x18 cm., 288 págs., ISBN: 978-85-359-1779-6 [edição original: The death of faith, aka Quietly in their sleep (London: Pan Books (Macmillan Publisher) 1997]

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

acqua alta

Esse é o quinto volume da série de romances policiais assinados por Donna Leon dedicados aos sucessos do Comissário Guido Brunetti. Neste volume são novamente escaladas na trama duas personagens que apareceram originalmente no primeiro livro dela, "Morte no teatro La Fenice", a cantora lírica Flávia Petrelli e a americana especialista em arte Brett Lynch. As histórias de Donna Leon seguem o ritmo das estações. O leitor encontra Brunetti num fevereiro frio e ventoso, época em que não há muitos turistas em Veneza, pois a cidade experimenta o perene fenômeno de "Acqua alta", as marés altas que invadem a laguna e anunciam a proximidade do início da primavera. Lynch, que ao final do "Morte no teatro La Fenice" prometia viajar a China para o início de uma missão de escavações arqueológicas, está de volta a Veneza. Num domingo vagaroso, que seria aparentemente calmo, hedonista, Lynch ouve displicente o canto de sua amiga Petrelli, que na cozinha, preparando o almoço delas, também exercita sua voz, pois a temporada de ópera, a da primavera, no Scala de Milão, logo começará. Ao atender inadvertidamente a porta, dois homens entram em seu apartamento e logo passam a agredi-la com bastante violência, só interrompidos pela presença firme de Petrelli, que saiu da cozinha com uma faca na mão. Brunetti só se envolverá na investigação das motivações desta agressão muitos dias depois e acaba chamando para si a responsabilidade por fazer justiça. Curtos episódios biográficos dos familiares e colegas de trabalho de Brunetti são incorporados à narrativa puramente de suspense. O leitor entende um tanto melhor os humores e a personalidade da secretária Elettra, do policial Vianello, da esposa Paola e dos filhos, Chiara e Raffi. E quem já esteve em Veneza num inverno entende as repetidas descrições do clima e dos muitos desvios que os personagens devem fazer devido às inundações. O livro trata de contrabando de arte, mas também fala da soberba, do orgulho, da arrogância. O caso se resolve, mas como nos livros anteriores dela, não completamente. A vida não é como um jogo, como um quebra-cabeças que montamos e recuperamos de sua desordem. Sempre algo se perde, fica ao sabor da lentidão da justiça e da burocracia, da corrupção e do tédio dos homens. O diabo sempre está nos detalhes. Não há o que fazer. A vida sempre segue. 
Registro #1220 (romance policial #65)
[início: 25/07/2017 - fim: 26/07/2017]
"Acqua alta (Brunetti #5)", Donna Leon, tradução de Celso Mauro Paciornik, São Paulo: Editora Schwarcz (Grupo Companhia das Letras), 1a. edição (2009), brochura 12x18 cm., 296 págs., ISBN: 978-85-359-1439-9 [edição original: Acqua alta / aka Death in High Water (New York: Harper Collins) 1996]

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

morte e julgamento

No quarto volume da série de romances policiais dedicados aos sucessos do Comissário Brunetti, "Morte e julgamento", se fala sobre o tráfico humano e a exploração do sexo. Homens e mulheres inescrupulosos mantém uma complexa operação, um negócio sujo, que envolve dezenas de pessoas e muito dinheiro, mas cuja rentabilidade é altíssima. São implacáveis as forcas invisíveis do mercado, a lei de oferta e procura, a cupidez humana. Donna Leon situa sua história nos anos que se seguiram à queda do Muro de Berlin e do consequente fluxo de imigrantes do leste europeu para as grandes e ricas cidades do continente, no caso deste volume, do fluxo de imigrantes romenos (quem já leu os livros de Herta Müller sabe do desastre irreversível que foi a ditadura comunista romena). Brunetti precisa resolver um crime que acontece em sua jurisdição, Veneza, correlato a um outro, acontecido em Padoa. Sua sagacidade e capacidade de trabalhar em equipe são testadas (e nesse volume descobrimos o quão dissimulado e bom ator ele sabe ser). Além da prostituição, Donna Leon acrescenta à trama uma outra camada de ignominia, ao descrever uma faceta inusitada, porém crível, do cenário de horrores da Guerra dos Balcãs. A solução dos crimes reside em uma questão puramente moral de um indivíduo, que Brunetti, sempre escravo de  sua retidão, resolverá, mas já sabendo ou antecipando que a grande  máquina de hipocrisia e poder italiana saberá blindar os verdadeiros culpados, as pessoas influentes demais para chegar a pagar por seus deslizes. Se ao longo do livro o leitor encontra momentos de alegria e hedonismo (os jantares familiares, a cumplicidade entre pai e filha, os passeios calmos pelas ruelas venezianas, as citações dos livros clássicos que os personagens lêem), seu desfecho, a exemplo dos demais que já li dela, deixam um travo amargo, uma nota duramente cinica, que obriga o leitor a reconhecer que não há remissão para o homo sapiens sapiens, espécie sempre capaz de sempre tentar esconder seus crimes e vileza, seu caráter dúbio e vocação para destruição e morte. O Brasil aparece na trama, mas da pior maneira possível (prova da verossimilhança que a autora dá a seus livros). Entre as prostitutas arrimentadas pelo tráfico há varias brasileiras, e quando uma pessoa quer fugir para justiça, obviamente tenta fugir para o Brasil. Bom livro, de uma poderosa escritora (que parece se vingar, por meio da literatura, de aborrecimentos que experimentou nos anos em que viveu na Itália).
Registro #1215 (romance policial #64)
[início: 01/08/2017 - fim: 08/08/2017]
"Morte e julgamento (Brunetti #4)", Donna Leon, tradução de Luiz Araújo, São Paulo: Editora Schwarcz (Grupo Companhia das Letras), 1a. edição (2008), brochura 12x18 cm., 267 págs., ISBN: 978-85-359-1163-3 [edição original: Death and Judgment / aka A Venetian Reckoning (New York: Harper Collins) 1995]

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

vestido para morrer

Esse é o terceiro volume da série de romances policiais assinados por Donna Leon dedicados aos sucessos do Comissário Guido Brunetti. Para além da trama essencialmente policial de seus romances, Donna Leon sempre acrescenta a eles um tema forte e contemporâneo. No "Morte no teatro La Fenice" descreve-se algo sobre questões de gênero e o papel das mulheres na sociedade italiana; em "Morte em terra estrangeira" se fala de questões ambientais, das injunções políticas que limitam o debate franco sobre o meio ambiente; já em "Nada como ter amigos influentes" se fala da corrupção doméstica, do dia a dia, em contraste com aquela sistematizada, das grandes corporações (como qualquer governo ou a máfia). Nesse "Vestido para morrer" o tema que aparece lentamente na trama é a hipocrisia das ligas morais, dos grupos ou instituições que em nome de alguma fé se apresentam para ajudar a população. É verão, a contragosto Paola e os filhos adolescentes deixam Brunetti só, em uma Veneza impossível, repleta de turistas, investigando a morte de um travesti, pois todos os demais comissários da cidade estão impossibilitados. Já que as férias foram estragadas e a morte é sempre o único fator que importa, Brunetti, com esforço e engenho, conseguirá identificar os responsáveis e as razões do crime. Neste volume somos apresentados a Elettra, a diligente secretária do procurador Patta. E vê-se que Brunneti se apresenta algo mais conservador, refratário a presença de turistas mal educados e mal vestidos, mas que sabe usar suas raras habilidades para extrair de cada um que se apresente a informação que o ajudará a comprovar as suspeitas que tem desde o início da trama. Em algum momento o narrador lembra da morte recente do juiz Falcone (um dos responsáveis pela operação "Mãos Limpas", investigação judicial que varreu o mapa político italiano nos anos 1990). Noutro se fala da expansão econômica europeia; da aids; da onisciência que os italianos parecem zelar como qualidade básica de seu caráter; dos prazeres da boa comida. Boa trama, bom livro. Vale.
Registro #1213 (romance policial #63)
[início: 09/08/2017 - fim: 12/08/2017]
"Vestido para matar (Brunetti #3)", Donna Leon, tradução de Luiz A. de Araújo, São Paulo: Editora Schwarcz (Grupo Companhia das Letras), 1a. edição (2006), brochura 12x18 cm., 286 págs., ISBN: 978-85-359-0877-3 [edição original: Dressed to death (New York: Harper Collins) 1994]

terça-feira, 22 de agosto de 2017

morte em terra estrangeira

Depois de ler o nono volume da série de Donna Leon dedicada as aventuras de seu comissário Guido Brunetti ("Nada como ter amigos influentes") resolvi ler preferencialmente os demais na ordem cronológica de sua publicação. O primeiro volume, "Morte no teatro La Fenice", já registrei aqui na semana passada. O segundo é esse "Morte em terra estrangeira". Assim como o anterior não é um romance policial convencional. O texto é longo, as digressões bem variadas e o desfecho não tem nada de heroico e brilhante, antes verossímil e falho, como na vida real costumam ser os desfechos dos crimes e seus desdobramentos mundanos. Brunetti investiga as circunstâncias da morte de um militar americano em Veneza. O que poderia parecer apenas latrocínio mostra-se algo bem mais complexo e sutil. A história envolve questões ambientais; a presença de militares americanos (milhares deles) em território italiano, como num mundo à parte; as diferenças entre o norte e o sul italiano; a influência da máfia na sociedade; os caminhos do dinheiro e do poder. Os detalhes curiosos da vida de um casal de venezianos, o comportamento de seus filhos adolescentes assim como as reflexões sobre as variantes dialetais da população e as regras de convivência entre as classes sociais dão estofo à narrativa puramente policial, de mistério, que se conduz no livro. A geografia da cidade, o labirinto movente suspenso nas águas, é como um personagem a mais na trama. Os diálogos entre os personagens são muito bons e a descrição do clima, da arquitetura e dos estados de espírito dos protagonistas igualmente bem construídas. Sim, haverá mais volumes desta curiosa escritora em breve. Vale.
Registro #1205 (romance policial #61)
[início: 26/07/2017 - fim: 28/07/2017]
"Morte em terra estrangeira (Brunetti #2)", Donna Leon, tradução de Luiz A. de Araújo, São Paulo: Editora Schwarcz (Grupo Companhia das Letras), 1a. edição (2004), brochura 12x18 cm., 339 págs., ISBN: 978-85-359-0585-5 [edição original: Death in a strange country (New York: Harper Collins) 1993]

terça-feira, 8 de agosto de 2017

morte no teatro la fenice

Impressionado com a boa prosa de Donna Leon, após ter lido "Nada como ter amigos influentes" resolvi procurar outros livros dela. Encontrei entre tantos seu primeiro livro da série dedicada aos sucessos do comissário Guido Benetti, "Morte no teatro La Fenice". Não é um romance policial convencional, daquele tipo em que um problema é apresentado e rapidamente os passos lógicos da dedução do crime se seguem, com um ou outro pequeno desvio narrativo (ou uma questão política, sociológica, moral ou até mítica). O texto é longo, quase quatrocentas páginas. Donna Leon descreve os estados de humor, fisionomia e caráter dos personagens em detalhe e não se furta fazê-los divagar de quando em quando, abandonando completamente o problema ou crime a ser resolvido. Neste volume o leitor é apresentado a morte de um famoso maestro alemão durante os atos de uma peça no teatro La Fenice, emVeneza (uma joia sereníssima, que vale uma visita se o sujeito está por lá). A geografia da cidade e sua arquitetura dominam o livro. Brunetti cruza várias vezes os canais entre as ilhas da cidade para estabelecer o nexo entre às circunstâncias da morte do sujeito e sua história, que remonta os tempos da ascensão do nazismo, seus casamentos, seus admiradores e detratores. Como usualmente acontece neste tipo de livro, mesmo os suspeitos mais óbvios são afinal suspeitos que devem ser investigados. Brunetti conta com a colaboração de um eficiente médico legista, Rizzardi, o apoio de sua mulher, Paola, uma professora universitária e com a pressão de um cabotino procurador, Patta. Preciso ler mais livros dela para completar esse elenco, mas esse tipo de personagens são caricatos ao limite nos romances policiais. Brunetti não, parece ser um personagem com estofo, com invulgares qualidades morais e habilidades próprias de seu ofício. Ao contrário de seu congênere ficcional, o comissário Montalbano, de Andrea Camilleri, Brunetti nunca se exalta, é cordato e educado, porém firme em suas decisões. O livro aborda muito bem uma questão de gênero, ou melhor, as várias facetas das relações entre homens e mulheres no século XX. Acho que continuarei sim a ler livros desta "grande senhora do crime", como seus editores costumam chamá-la. Logo veremos. 
[início: 08/07/2017 - fim: 13/07/2017]
"Morte no teatro La Fenice (Brunetti #1)", Donna Leon, tradução de Lídia Geer, Lisboa: Planeta Manuscrito (Grupo Planeta), brochura 12,5x19 cm., 365 págs., ISBN: 978-989-657-198-2 [edição original: Death at La Fenice (New York: Harper Collins) 1992]

sábado, 24 de junho de 2017

nada como ter amigos influentes

Nunca havia lido nada de Donna Leon, mas conhecia algo de sua fama, dos mais de vinte romances policiais que já havia escrito, dos prêmios que havia recebido (ela ganhou o Pepe Carvalho, dedicado exatamente à literatura policial, em 2015). Quando vi a capa deste "Nada como ter amigos influentes", justamente num dia em que planejava uma viagem de volta à Veneza, não tive dúvidas que estava na hora de conhecer sua prosa. Trata-se mesmo de um bom romance policial. Claro, preciso ler mais cousas dela para entender melhor psicologia, manias e método de seu protagonista, o Comissário Guido Brunetti, mas esta primeira incursão agradou-me bastante. Assim como o Montalbano de Andrea Camilleri, Brunetti é o tipo de sujeito que combina  um entendimento prático de como funciona a complexa sociedade italiana, sobretudo nas diferentes concepções de justiça partilhadas pelos cidadãos, e de como opera a psiquê daqueles que usualmente cometem crimes, sobretudo os crimes menos notórios, de difícil condenação. Não se trata de uma narrativa onde se espelha o mundo contemporâneo, os sucessos dos dias que correm. Ao menos neste volume o comissário Brunetti fala de uma Veneza dos tempos anteriores a implantação do Euro como moeda corrente (a edição original é de 2000). Ele é casado com uma professora universitária, fato curioso, pois sabe-se que professores e policiais têm ao menos uma coisa importante em comum, já que ambos convivem com a decadência, os primeiros da capacidade de cognição das novas gerações, os últimos da moral pública praticada por quase todos atualmente. Brunetti também tem dois filhos adolescentes, mas eles pouco influenciaram a trama deste volume. O medo, ou antes, a ignorância sobre a AIDS, serve de chave para a solução de um dos problemas apresentados na história. Já o entendimento da engrenagem da corrupção institucionalizada e o uso da violência, nunca novidade para os italianos, ajuda a solucionar outro. As descrições da sociedade veneziana, o zêlo por seus segredos centenários e o cabotinismo da população parecem exemplificar muito daquilo que encontrei no bom guia histórico sobre Veneza, que li há tempos, assinado por Jan Morris. Donna Leon usa um artifício típico dos romances policiais clássicos, que é o de alternar a investigação sobre duas histórias, dois crimes, para no desfecho do livro fazer com que seu protagonista apresente a solução dos enigmas quase simultaneamente. Assim como nas histórias de Camilleri o comissário Brunetti tem em seus ajudantes personagens bem interessantes: uma secretaria  diligente, Elettra; um braço direito sempre pronto para o combate, Vianello; um médico-legista sarcástico, Bocchese; um promotor venal, Patta; um jornalista que o ajuda quando necessário. As duas histórias que se alternam tratam de drogas (o vício em heroína) e da corrupção que brota dos problemas financeiros dos indivíduos. É certo. Vou procurar mais livros desta senhora.
[início: 19/06/2017 - fim: 21/06/2017]
"Nada como ter amigos influentes (Brunetti #9)", Donna Leon, tradução de Carlos Eugênio Marcondes de Moura, São Paulo: editora Schwarcz (Grupo Companhia das Letras), 1a. edição (2017), brochura 13x21 cm., 261 págs., ISBN: 978-85-359-2915-7 [edição original: Friends in High Places (New York: Penguin Books) 2000]