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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

brisingr

Brisingr é o terceiro volume de uma série de aventuras mágicas escritas pelo jovem americano Christopher Paolini. O primeiro volume até virou filme, com os bons atores Jeromy Irons e Robert Carlyle no elenco. Li este volume por inércia mesmo, pois queria saber como terminaria a trilogia, mas o garoto não é bobo é esticou o final da história para um futuro quarto volume. Paciência. Assim como os volumes anteriores (Eragon e Eldest) neste temos o absoluto bem contra o absoluto mal. Eragon e Saphira (seu dragão) completam seu treinamento com o dragão Glaedr e o cavaleiro elfo Oromis, mas agora ficamos sabendo que é possível se apossar da "alma" de um dragão ao retirar deste um objeto esférico. Uma pessoa pode acumular muito poder acumulando estes objetos (isto lembra o Ouro do Reno da mitologia nórdica, claro, e o cavaleiro mal da história é um bom dublê de Fafner). A diversão segue garantida, com a descrição de muitas batalhas, atos heróicos, sacrifícios, aprendizagens, histórias, sagas e mitologias. O irmão meio humano de Eragon (Roran) ganha destaque neste volume, com suas façanhas intercalando capítulos com a história principal. Aliás vários outros personagens são melhor delineados agora. Mas como o dinheiro sempre é um incentivo à imaginação alguém tem de ganhá-lo e, apesar das 700 páginas deste volume ,o garoto resolveu guardar o final para um volume extra. Esperemos pois. [início 26/11/2008 - fim 16/12/2008]
"Eldest", Christopher Paolini, tradução de Waldéa Barcellos e Alexandre D´Elia, editora Rocco, 1a. edição (2008) brochura 14x21, 706 págs. ISBN: 978-85-61384-49-4

segunda-feira, 12 de março de 2007

ainda mais magia

Como eu gosto de sagas resolvi ler o segundo volume da Trilogia da Herança, o ciclo que começa com "Eragon" e não tem ainda a terceira parte publicada. Trata-se de diversão garantida, com batalhas entre dragões, pérolas de heroísmo e divagações adolescentes. Nada que comprometa a alta literatura que sempre olha feio para livros de puro entreterimento como este. Neste volume o personagem principal e seu dragão (na verdade uma dragão fêmea, a última de sua espécie) parte ao mundo dos elfos para terminar seu treinamento para tornar-se um cavaleiro completo. Intercalado aos capítulos deste aprendizado há outros que descrevem como o primo Roran conduz os moradores do vilarejo natal de ambos para um país ao sul em busca de refúgio e segurança. Nos capítulos finais, claro, reencontro, batalhas sangrentas, mortes inesperadas de um ou outro personagem importante e presto: uma revelação surpreendente. Não se pode culpar o jovem Paolini por seguir o manual de suspense que todo aspirante a escritor lê quando ainda mais jovem. Não há surpresa nisto, você sabe que haverá reviravoltas, pois este é apenas o segundo volume e ele não pode deixar de abrir um leque de possibilidades para o volume final. É um livro bem honesto. Eu gosto mais da riqueza descritiva e tom mais cerebral do ciclo do Senhor dos Anéis, mas estes dois livrinhos não desapontam não. Dá para se ler sem medo. Muito divertido.
"Eldest", Christopher Paolini, tradução de Heitor Pitombo e Laura Van Boekel Cheola, editora Rocco, 1a. edição (2006) ISBN: 85-325-2075-8

domingo, 25 de fevereiro de 2007

mundos mágicos

Ainda nas praias vi ste livro nas mãos do filho de um amigo meu. Ele passou uns bons dois dias andando com ele pela praia e acabei perguntando a ele do que se tratava. “Uma história de dragões e cavaleiros” ele me disse. Perguntei se ele conhecia o “Senhor dos Anéis”, mas ele havia visto apenas o filme e que Eragon era muito melhor. De volta a Santa Maria fui a CESMA e descobri que é mesmo um bet-seller e que a legião de fãs sempre cresce. Eu já estava com três ou quatro livros começados: Justine está quase no final, mas é um livro denso, que merece muita concentração; o Resmungos é uma obra de arte e um livro grande demais para eu carregar por aí lendo e os outros eram quase projetos de leitura e não fatos. Resolvi experimentar Eragon e li nas horas mornas deste carnaval. O formato é aquele mesmo que eu imaginava: um tanto das disputas entre anões, elfos, humanos, feiticeiros e heróis que lembra um Senhor dos Anéis sem preocupações antropológicas; um tanto do ciclo do Rei Arthur, com cavaleiros e um passado glorioso a ser resgatado; o bom bem e o nefasto mal terçando espadas e caras mal encaradas pela enésima vez, mas temos um livro de ficção honesto nas mãos. É literatura infanto-juvenil, para um público um tanto mais velho que aqueles entusiastas de Harry Potter e menos perfeccionista que aqueles que entraram no mundo mágico de Tolkien. A trama é bem montada. Você antecipa muito do que vai acontecer. O moçinho que perde um amigo, um cara mal encarado que vai se revelar o mal caráter de plantão são passos óbivos nestas jornadas do herói, mas o livro não é nunca maçante ou pretencioso. Lê-se sem maiores compromissos, mas se renova um tanto aquela nossa veia otimista (ou seria escapista) tão obstruída destes tempos bicudos. Pode comprar e dar de presente para seu sobrinho pré-adolescente que ele não vai ficar brabo não.
"Eragon", Christopher Paolini, tradução de Nelson Rodrigues Pereira Filho, editora Rocco, 1a. edição (2005) ISBN: 85-325-1848-6