Mostrando postagens com marcador Michel Bussi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Michel Bussi. Mostrar todas as postagens

domingo, 16 de abril de 2017

ninféias negras

Não lia um romance policial há meses. Em março, no dia de meu aniversário, ganhei de um casal amigo e querido, o Koff e a Fleig, esse "Ninfeias negras", de Michel Bussi. O entusiasmo deles me contagiou a princípio, mas a solução - ou antes, a proposta - que o autor escolheu para seu livro, não me agradou muito. Bussi faz uso de uma técnica há muito conhecida e explorada, a de iniciar sua história indicando que alguém dentre um pequeno grupo de personagens será a vítima ou o criminoso. O leitor é arrastado pelas regras de composição das histórias policiais (como Umberto Eco já nos ensinou) e apenas paramos de ler o livro quando somos apresentados a seu desfecho. Bussi compõe sua história em Giverny, santuário impressionista que Monet mandou construir e que tornou-se uma espécie de Meca das artes plásticas francesa, que atrai turistas sem fim há décadas para dentro de seus domínios, como uma diligente aranha arrasta presas a sua teia. O resultado final me pareceu frouxo, talvez por ser engenhoso demais. Aquilo que apreciamos no livro parece ser apenas um bom truque de composição. Não é possível que eu adiante aqui qualquer detalhe da trama do livro. Os leitores curiosos que se envolverão com a narrativa merecem tentar antecipar a descoberta de quem é vítima e quem é criminoso. Que cada um aproveite em paz seu naco de alegrias. Há outras cousas do Bussi por aí. Vamos a ver se me impressionam mais. 
[início: 26/03/2017 - fim: 28/03/2017]
"Ninfeias negras", Michel Bussi, tradução de Fernanda Abreu, São Paulo: editora Arqueiro, 1a. edição (2017), brochura 16x23 cm., 352 págs., ISBN: 978-85-8041-632-9 [edição original: Nymphéas Noirs (Paris: Presses de la Cité) 2011]