sábado, 8 de maio de 2010

biblioteca

Este é um livro que vou classificar como de aforismos, mas isto por falta de uma compreensão melhor, por limitação minha mesmo. Em uma primeira versão desta resenha pensei em registrar que acho este livro enigmático, mas prefiro ser um tanto mais claro e escrever que este é um livro totalmente anacrônico e dispensável, um amontoado de incongruências. Terminei o livro me arrastanto, mais com raiva do que com algum deleite. A idéia em si me parece interessante: Gonçalo Tavares emula pequenos parágrafos no estilo de escritores que lhe são caros. Funcionaria como uma espécie de homenagem à estes escritores, uma forma do autor apresentá-los aos leitores com uma roupagem nova. Mas o efeito é entediante. Tentei ler os parágrafos dedicados àqueles autores que eu conheço relativamente bem: Joyce, Proust, Rosa, Cervantes. Mas eles são irreconhecíveis. Nada soa familiar. A maioria dos demais, de quem apenas os nomes me são conhecidos, não são apenas cifrados demais, são ininteligíveis. Não consigo imaginar qual a função de um livro assim. Talvez seja a de fazer com os leitores fujam dele e encontrem finalmente os autores que ele tenta emular, que reencontrem algum conforto nos textos produzidos por eles. Paciência. [início 24/02/2010 - fim 29/04/2010]
"Biblioteca", Gonçalo M. Tavares, editora Casa da Palavra, 1a. edição (2009), brochura 14x21 cm, 184págs. ISBN: 978-85-7734-125-2

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