terça-feira, 11 de novembro de 2008

a volta ao dia em 80 mundos

Há quantos anos eu não lia um Cortázar? Vinte, vinte e cinco anos anos? No final dos anos 1970 e início do anos 1980 li uma boa cota: “jogo de amarelinha”, “histórias de cronópios de de famas”,”o livro de manuel”, “todos os fogos, o fogo”. Naquela época todo mundo tinha uma teoria para aquela literatura instigante, todo mundo tinha licença para emulá-la, todo mundo discutia a literatura latino-americana e se impressionava com ela. Semanas atrás achei este “A volta ao dia em 80 mundos” na CESMA. Trata-se de compilação de textos em vários formatos: ensaios curtos, poesias, histórias, descrições, fábulas, traduções, comentários, pequenas biografias, fotografias, contos, ilustrações, citações. São textos publicados em 1967, quarenta anos atrás, vejam só, mas que ainda têm lá sua força. Como ele mesmo define são textos de um argentino sarcástico, que faz um panorama da arte européia e latino-americana da primeira metade do século passado. Há dois tomos deste livro. Li apenas este primeiro. Eles foram publicados juntos com outros dois outros tomos similares de Cortázar, nominados “Último round”. Eu diria para um neófito que estes livros não servem de porta de entrada para a sofisticada literatura de Cortázar. Um sujeito já acostumado com ele até se diverte um tanto (adorei, por exemplo, a história do gato chamado Adorno), mas o tempo disponível que temos é mesmo curto para tais desvios. Me cansei um tanto com este livro. Só para constar: seria nesta posição que o livro de don Ronái Rocha deveria ter sido resenhado, mas ele merecia que eu furasse a fila e o incluísse antes, exatamente no dia de seu lançamento, como fiz. Whiter now?
“A volta ao dia em 80 mundos – tomo 1”, Júlio Cortázar, tradução de Ari Roitman e Paulina Wacht, editora Civilização Brasileira, 1a. edição (2008), brochura 9x18cm, 181 págs. ISBN: 978-85-200-0637-5

Um comentário:

Roger Jacquerie disse...

ótimo!
julio é ótimo e seus comentários também.
obrigada.
J. Vogel (www.opassaro.com)