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sábado, 8 de setembro de 2018

o gato e as orquídeas

Como já mencionei ao falar de "O gato filósofo", no último Natal dei de presente para algumas pessoas queridas volumes dos livros de Kwong Kuen Shan. Disse também que ela é uma artista plástica chinesa, havia nascido em Hong Kong e vivia radicada na Inglaterra há muitos anos. Neste volume sua arte gravita o mundo dos gatos e dos arranjos florais. As ilustrações - aquarelas - são muito bonitas e, a exemplo daquele volume anterior, compartilham espaço com textos chineses antigos, provérbios tradicionais, poemas e ensinamentos zen. Trata-se do tipo de livro que folheamos sem pressa, esboçando risos, respirando lentamente, em paz; experimentamos algum espanto ao virarmos uma determinada página. Textos e imagens formam um belo conjunto, funcionam bem juntos. Há alguma magia na disciplina que decorre da observação, ganha-se algo naqueles momentos em que, com calma e paciência, necessárias para que se mergulhe verdadeiramente naquele mundo flutuante e sutil, nos entregamos completamente às flores e aos gatos ali representados. Novamente encontramos quarenta ilustrações, e novamente às imagens são acrescentados caracteres chineses e sinetes, que representam o estado de espírito da artista no momento de criação. ÔBeleza. Vale! 
Registro #1325 (livro de arte #27) 
[início 18/05/2018 - fim: 19/05/2018]
"O gato e as orquídeas", Kwong Kuen Shan, tradução de Denise Bottmann, São Paulo: Estação Liberdade, 1.a edição (2018), brochura 17x17 cm., 96 págs., ISBN: 978-85-7448-296-5 [edição original: Le Chat à l'orchidée (Paris: Editions L'Archipel) 2015]

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

O gato filósofo

No ultimo Natal dei de presente para algumas pessoas queridas volumes dos livros de Kwong Kuen Shan. Ela é uma artista plástica chinesa, nasceu em Hong Kong, vive radicada na Inglaterra há muitos anos. Seus livros combinam aquarelas com textos antigos, provérbios chineses, poemas e ensinamentos zen, ou seja, à reflexões de Confúncio, Mêncio, Lao-Tse e Chuang Tse (quando não de pensadores anônimos e aforismos tradicionais), somam-se aquarelas belíssimas. "O gato filósofo" é um deleite para os sentidos. Você não precisa necessariamente ler as coplas e poemas que acompanham as imagens, mas elas formam um belo conjunto, funcionam bem juntas. Todas as ilustrações obviamente incluem gatos. Para um senhor desavergonhado deles, como eu, isso sempre é uma alegria. O que Kwong Kuen Shan nos ensina é a magia decorrente da disciplina da observação, a calma e a paciência que são necessárias para que se conheça algo destes pequenos tigres domesticados, destes leões, pumas e panteras em miniatura que sabem ser enigmáticos e também cativantes. São quarenta as ilustrações incluídas neste volume. Às imagens são acrescentados também caracteres chineses e impressões de sinetes, que representam o estado de espírito do artista no momento de criação. Desta forma o leitor tem na verdade quatro camadas de informação a cada página: a imagem fixada pelo artista, o poema que a complementa, os caracteres que identificam o título da obra e os sinetes que identificam o que motivou o gesto do artista. Aquarelas não são gravuras, mas lembrei muito de doña Helga, senhora da tradição das gravuras, da imagem reproduzida, do ato da criação, da beleza intrínseca das coisas simples, cotidianas. Haverá outros livros de Kwong Kuen Shan por aqui. Vale! 
Registro #1307 (livro de arte #24) 
[início 01/02/2018 - fim: 19/02/2018]
"O gato filosófico", Kwong Kuen Shan, tradução de Denise Bottmann, São Paulo: Estação Liberdade, 1.a edição (2015), brochura 17x17 cm., 96 págs., ISBN: 978-85-7448-250-7 [edição original: The Philosopher Cat (Oxford/UK: Butterworth-Heinemann / Elsevier Group) 2004]