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quarta-feira, 2 de setembro de 2020

aurora bernardini: entrevista

"Aurora Bernardini: entrevista" é o primeiro volume de uma coleção de entrevistas publicada pela editora Medusa, de Curitiba. Aurora Bernardini é italiana de nascimento (1941), mas radicou-se no Brasil na adolescência (1954) e fez carreira universitária na USP, onde foi de aluna (de graduação, mestrado e doutorado, nos anos 1960 e 1970 ) a professora titular. Além das atividades acadêmicas ela também traduziu ou profissionalmente ou apenas por prazer muitos autores, sobretudo italianos e russos, sendo bastante respeitada pela qualidade de seu trabalho. Neste volume estão reunidas basicamente duas entrevistas e um conjunto de exemplos de tradução, comentados por ela. A primeira entrevista é bastante curta, cousa de dez laudas, e é conduzida Andréia Guerini, uma das organizadoras do volume. A segunda entrevista foi conduzida por Leandro Silveira Pereira é bem mais longa (quase quatro vezes mais extensa) e já havia sido publicada na Revista Getúlio, em 2007. Em ambas ela fala algo de sua vida, sua formação, suas escolhas estilísticas, seu amor pela poesia, sua experiência no complicado mundo editorial, entre outros assuntos literários. O tema que mais surpreende o leitor é sua descrição de como envolveu-se na tradução de "boletins amazônicos" produzidos por um conterrâneo seu, o nobre italiano Ermanno Stradelli, um explorador, etnógrafo e folclorista que viveu no Brasil entre os anos 1879 e 1926 (quando morreu, em Manaus). Como ela mesmo diz em algum momento da segunda entrevista, ela o fez porque gostaria de compensar-se da frustração de trazer ao Brasil grandes autores (Velimir Khlébnikov, Boris Pasternak, Marina Tsvetáieva, Luigi Pirandello, Giuseppe Ungaretti), que o público não lê.  Os exemplos de tradução reunidos neste volume são do russo Khlébnikov, do italiano Pirandello, do brasileiro Raduan Nassar e do italiano Eugenio Montale (onde ela se corresponde com um outro grande tradutor brasileiro, o paulista Haroldo de Campos). O livro inclui também uns mimos: um curto ensaio e um apêndice (confusos à beça, pois trata-se de uma comunicação acadêmica sem o aparato visual que deve ter sido utilizado na ocasião); uma longa lista das traduções publicadas por Bernardini; uma relação de alguns de seus artigos artigos publicados em livros, revistas e sites eletrônicos. Ao leitor só resta agradecer a Aurora Bernardini por ser tão diligente e industriosa. Evoé! Em breve registro aqui o outro volume da coleção, entrevistas com o catarinense Donaldo Schüler. Segue o baile. Vale!
Registro #1563 (perfis e memórias #100)
[início: 19/06/2020 - fim: 21/06/2020]
"Aurora Bernardini: entrevista", Andréia Guerini e Sérgio Medeiros (organização), Curitiba: Editora Medusa (coleção Palavra do tradutor), 1a. edição (2018), brochura 13,5x19,5 cm, 116 págs., ISBN: 978-85-64029-57-6

quarta-feira, 29 de maio de 2019

cartas a harriet

Neste pequeno volume encontramos 62 das muitas cartas ou cartões postais que James Joyce enviou entre 11/11/1914 e 19/06/1939 para Harriet Shaw Weaver, sua amiga, editora, executora literária e também sua mecenas quase particular por muitos e muitos anos. É bobagem especular cousas assim, mas acredito ser bastante improvável que Joyce alcançasse publicar - da forma que publicou - seus três grandes romances: "Retrato de um artista quando jovem", "Ulysses" e "Finnegans Wake", sem a ajuda dela. E mais, seria muito improvável até que sua vida material - o pagamento de sua moradia, alimentação, cuidados da família e das muitas operações nos olhos que fez ao longo da vida - tivessem acontecido da forma que aconteceram. Edna O'brien, famosa especialista em Joyce, escreveu em um artigo que provavelmente Harriet Weaver transferiu (em dinheiro de hoje) mais de um milhão de dólares, dos quais jamais pediu compensação exata na forma de direitos autorais ou coisa que o valha. Joyce enviava-lhe seus manuscritos, mas isso jamais foi uma condição dela para as remessas de dinheiro. Mesmo depois da morte de Joyce, Harriet, que sobreviveu a ele quase vinte anos, continuou apoiando sua família, tendo sido responsável pelos funerais de Nora Joyce e os muitos cuidados hospitalares dedicados a Lucia Joyce. Aprende-se um bocado sobre o caráter e a biografia de Joyce lendo as cartas. Ele era um sujeito irascível e parte de suas obsessões restam registradas nas cartas. A organização do volume e tradução das cartas e cartões postais é de um casal industrioso lá de Santa Catarina, os professores universitários Dirce Waltrick do Amarante e Sérgio Medeiros (deles já registrei aqui vários livros e ainda tenho vários outros para ainda registrar, ai de mim). À edição eles acrescentaram um conjunto de mais de duzentas boas notas curtas e dois ensaios robustos, que contam algo da biografia e contextualizam as circunstâncias da troca de cartas entre Harriet Weaver e James Joyce. As cartas foram compiladas de quatro portentos editados nos anos 1950, 1960 e 1970 por Richard Ellmann, o seminal biógrafo de Joyce: os três volumes do "Letters of James Joyce" e o volume "Select Letters of James Joyce". É pena que nenhuma das cartas enviadas à Joyce por Harriet Weaver tenha sido incluída na seleção, mas trata-se obviamente de uma decisão autoral e editorial que se sustenta de várias formas. As cartas e postais dão conta de como Joyce circulava pela Europa e revelam doses mais ou menos equivalentes de generosidade, cumplicidade, lamentos, demandas e exploração, pura e simples. O leitor curioso pode aprender algo sobre esta notável mulher aqui: clika!, ou conferir um artigo de Edna O'Brien publicado na New York Review of Books: clika aqui!. Bueno. Em poucos dias estaremos a comemorar mais um Bloomsday, aqui em Santa Maria, em Dublin e em centenas de outras cidades ao redor do mundo. Nenhuma destas comemorações deveria existir sem que ao menos uma citação de louvor a Harriet Weaver fosse feita. Haverá mais registros sobre livros dedicados as cousas de James Jocye, muito em breve. Você já está preparado para o Bloomsday 2019? Vamos em frente. Vale!
Registro #1406 (cartas #9)
[início:12/05/2019 - fim: 16/05/2019]
"Cartas a Harriet", James Joyce, tradução de Dirce Waltrick do Amarante e Sérgio Medeiros, São Paulo: editora Iluminuras, 1a. edição (2018), brochura 14x21 cm., 128 págs., ISBN: 978-85-7321-589-2

sábado, 30 de junho de 2018

trio pagão

Em "Trio pagão" Sérgio Medeiros enfeixa três propostas poéticas distintas e  complementares: "Esculturas de caligrafias", "Enrique Flor, o novo" e "[O] Rio perdido". Cada proposta do tríptico poético é acompanhada por uma pequena nota introdutória do autor, onde ele detalha a gênese de suas invenções, e uma apresentação, cada uma delas assinadas, respectivamente, por Gonzalo Aguilar, eu mesmo e Odile Cisneiros. "Esculturas de caligrafias" é um conjunto de vinte e três poemas visuais, desenhos como aquele que é reproduzido na capa do livro, nos quais a mão do poeta emula garatujas similares aquelas que uma vez ele viu um índio xavante produzir no final dos anos 1980. Esse índio, Jerônimo Tsawé, respeitado pelos seus, tornou-se uma espécie de guru do autor e é citado em outros trabalhos seus. Essa parte do livro se encerra com a reprodução de um artigo de Sérgio Medeiros, publicado originalmente em um jornal paulista, em 2011, onde ele explica as circunstâncias dos encontros que teve com aquele seu mestre xavante e traça paralelos entre os sonhos de Tsawé e as experiências da Alice de Lewis Carroll. Como fiz a apresentação da segunda proposta, "Enrique Flor, o novo", reproduzo-a aqui para melhor esclarecer o que entendi dela: “Enrique Flor”, o poema, é uma proposta refinada, sutil, onde inspiração e referências eruditas se plasmam. Nele encontramos novas aventuras de Enrique Flor e também algo sobre a evolução de sua música vegetal, de sua arte vegetal. Mas quem é afinal Enrique Flor? Quando lemos o “Ulysses”, de James Joyce, encontramos primeiro Bloom, depois Flower e depois Flor. Leopold Bloom e Henry Flower aparecem quase juntos no quarto episódio do livro, no início da manhã, e são na verdade a mesma pessoa, pois Bloom só vive suas breves metamorfoses como Flower quando troca cartas e flerta com uma amiga virtual. Já Enrique Flor o leitor só conhecerá brevemente no décimo segundo episódio, já no final da tarde, após muitos e variados sucessos de Bloom. Pois esse Enrique Flor é citado como o músico que tocou órgão com notória habilidade em uma missa de núpcias, no dia anterior ao dia de Bloom, o Bloomsday. As cenas deste décimo segundo episódio do “Ulysses” são paródicas, tudo é exagerado, hiperbólico, retórico, típico de conversas irrelevantes e risíveis de bar (os personagens estão em um pub, o “Barney Kiernan”). A curta passagem em que encontramos Enrique Flor, parte de um relato sobre um casamento arbóreo, contrapõe, à sua música de inspiração vegetal, o desmatamento da Irlanda provocado pelos invasores ingleses. Em 2012, no “Totens”, também editado pela Iluminuras, Sergio Medeiros imaginou uma deliciosa biografia desse músico português radicado em Dublin e citado por James Joyce, contando-nos algo daquelas notórias habilidades musicais que ele praticava. Medeiros recria o espírito de sua obra musical e composições, fala de seus concertos, de suas preocupações ecológicas e ambientais. Preocupações que o fizeram sair de Dublin, voltar a sua querida e igualmente desmatada pátria, Portugal, não antes de uma curiosa visita às selvas da América, onde deixa um discípulo brasileiro, que posteriormente adotaria seu nome, mas multiplicando-o, quando passa a chamar-se Henrique Flores. Nesse novo livro, que inclui um apêndice visual, “O olhar das plantas”, formado por quinze pranchas em branco onde é registrado o surreal ato botânico de plantas fitarem poemas não escritos, telas em branco. Enfim. Sergio Medeiros é um poeta que experimenta o mundo, sempre curioso e com método. Um poeta antenado, que parece não ter medo de testar as possibilidades de seu ofício, de criar sua própria vanguarda, de provocar – concretamente – o leitor. Ele procura entendimento e expressão na linguagem, tanto a linguagem que pode ser vocalizada e é mais cerebral, construída, quanto outra, que parece brotar diretamente do mundo sensível a nossa volta, a linguagem do mundo físico, natural, o mundo das formas, sons e cores, o mundo material que se irradia e preenche o espaço, o mundo das árvores e das flores, dos elementos. Um humor, joyceano (na falta de outra palavra), preenche o livro, conduz o poema. Nele o leitor encontra o novo Enrique Flor em Dublin, ora metamorfoseado nas festividades do Bloomsday, talvez o mais sofisticado “Cosplay” de nossos tempos, ora em chamas, junto com as árvores do incêndio de Pedrógão Grande, em Portugal. O poema alterna episódios que tratam da nova encarnação de Enrique Flor e outros que marcam as horas do dia, horas que funcionam como estásimos corais de uma tragédia grega e cantam as deambulações de uma família de turistas num Bloomsday. O Enrique Flor que refloresta o mundo, que distribui sementes, sementes que brotam pela cidade, bloomzeiros em flor, será sacrificado em Portugal, num sonho, como aquele de Molly Bloom, no final de Ulysses. Após incêndios a vegetação devastada naturalmente se recupera. O solo, fertilizado pelas cinzas, fará brotar novos botões e ramos nas árvores calcinadas, fará eclodir as sementes para repovoar a terra. Não é improvável que outro Enrique Flor desabroche no futuro no jardim poético de Sergio Medeiros. Logo veremos. A terceira e última proposta, "[O] Rio perdido", é dito ser uma prosopopéia pagã, ou seja, é um poema (ou peça de teatro - o próprio autor explicita não ser fácil distinguir entre os gêneros) em que sentimentos humanos são como que vocalizados por seres inanimados. Medeiros dá voz a uma rocha do Rio perdido, um rio que corre pelo Mato Grosso do Sul, no Parque Nacional da Serra da Bodoquena. Essa rocha fala da ação do tempo, desde quando era ígnea, depois retangular, lentamente esculpida pela ação das águas e finalmente grafitada por algum vivente. O "marulho" que se ouve quando nos aproximamos das águas é a voz desta pedra. O grafite na rocha também é uma encarnação de uma ninfa das águas, Dona Primitiva. O poema conversa obviamente com o Finnegans Wake de Joyce, com Anna Livia Plurabelle, a personificação do Rio Liffey que corta Dublin. Ao contrário do que disse um dia Proust sobre o mar ("La Mer  ne  porte  pas  comme  la  terre  les  traces  des  travaux des  hommes  et  de  la  vie  humaine"), os vestígios dos trabalhos dos homens não apenas deixam traços como destroem tudo inexoravelmente, inclusive os rios, como o Rio perdido e inclusive a paciência de suas ninfas, como Dona Primitiva. Esse registro já ficou enorme, portanto pouco importa se eu acrescentar umas linhas. Semanas atrás, em São Paulo, por uma coincidência dos diabos comprei esse livro para presentear Heloísa, mulher de um grande amigo, que descobri que Claudia, irmã da Heloísa, conhecia bem don Sérgio Medeiros e sua mulher, Dirce. Essa aldeia é mesmo muito pequena. Vamos em frente. Vale! 
Registro #1276 (poesia #92) 
[início: 25/04/2018 - fim: 28/06/2018]
"Trio pagão", Sérgio Medeiros, Florianópolis: Editora Iluminuras,1a. edição (2018), brochura 13,5x19 cm., 216 págs., ISBN: 978-85-7321-576-2

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

a idolatria poética

"A idolatria poética ou a febre de imagens" é um texto experimental de Sérgio Medeiros. Trata-se de um poema - ou de vários livros justapostos - que flerta(m) com o drama, uma provocação aos sentidos, uma legítima proposta literária, uma reinvenção dadaísta, uma inventiva forma narrativa, um jogo non-sense, tudo isso e mais um pouco. Li esse livro quase simultaneamente ao "Graal", de Haroldo de Campos, que já registrei aqui e com o "Antiboi", de Ricardo Aleixo, que em breve registrarei. Haroldo de Campos aparece citado por Sergio em uma curta passagem, como o sujeito que em Nova York perdeu um caderno de poemas, mas o recuperou, por sorte. Já os vários narradores de "idolatria poética", sujeitos obsessivos, temerosos de perderem seus cadernos de notas, cadernos em que anotam aquilo que chamam descritos, esperam a partir deles produzir um texto, uma narrativa, um livro, toda uma obra. O amor excessivo pelo que capturam com olhos e ouvidos e que plasmam em letras, palavras, narrativas, bem como o desejo de absorver toda a poesia da vida de seu entorno e a vertigem das imagens que pululam numa miríade de associações parece intoxicar esses narradores (sempre identificados como idólatras, numerados 1, 2, 3, e assim por diante, até um apostólico 12 final). Esses idólatras/narradores fingem estabelecer diálogos, concentrados sim em seus projetos individuais de escritura. Entre os diálogos encontramos três "livros rêmora", que correspondem a excertos que se grudam ao veio poético principal, como as rêmoras se grudam ao corpo de seus hospedeiros naturais, os tubarões. São "livros Barnacle", diria um cínico joyceano da gema. Outros livros do autor, Sergio Medeiros, se metamorfoseiam pelo poema, cobrando espaço, se autopoetanto um tanto. Entendo esses livros como o resultado do olhar febril de um autor. Um autor/narrador que, acamado um dia em sua casa na praia, ao invés de contemplar, como rotineiramente faz, apenas escunas e canoas ao longe,  vê desta vez pela janela de seu quarto os costumes e comportamento pernóstico de um grupo de turistas que alugou um apartamento próximo. Esses turistas escancaram suas misérias, cabotinos que são, mentem sobre literatura e viagens, dão engulhos ao autor, que se vinga incorporando-os à trama, tentando dar nexo naquilo tudo, deixando sua mente viajar. Sabe-se lá! Os experimentos originais e vanguardistas do Sérgio sempre provocam o leitor. O convite para o entendimento resta impresso, cabe a cada leitor trilhar sozinho essa aventura da linguagem. Whither? Para onde? Vamos a ver o que o Sérgio nos oferecerá na sequência.
Registro #1225 (poesia #88) 
[início: 13/09/2017 - fim: 08/10/2017]
"A idolatria poética ou a febre de imagens", Sérgio Medeiros, São Paulo: Editora Iluminuras, 1a. edição (2017), brochura 13,5x20,5 cm, 64 págs. ISBN: 978-85-7321-565-6

segunda-feira, 25 de julho de 2016

contos de duendes e folhas secas

Os contos de Sérgio Medeiros reunidos em "Contos de duendes e folhas secas" são muito criativos. Ele inventou histórias dirigidas ao público infantojuvenil que alcançam encantar também jovens mais velhos. Parecem aquelas histórias que fabulávamos para nós mesmos quando crianças (para matar o tédio num dia de chuva, ou provocados por uma tia brincalhona), rememorávamos ao contar para um irmão mais novo ou um avô paciente, depois confundimos com sonhos amalucados, mas que acabamos por esquecer quando crescemos muito ou simplesmente nos cansamos (só que o Sérgio parece não ter esquecido das histórias dele!). Em uma nota curta descobrimos que a inspiração de suas histórias veio da cosmologia dos índios guarani, todavia os seres inventados por ele (os "duendes coroados" do Paraguai, criaturinhas pequeninas, ubíquas e incontáveis, ou os "peixes-folhas" que querem nadar nas ondas de um mar) dão suporte para histórias de família; relatos intimistas, urbanos; conversas bem humoradas entre pai e filho, filho e avô, marido e esposa; contos que falam de relações de amizade e das descobertas partilhadas por pessoas que vivem próximas. Os personagens que ele cria estão sempre em movimento, em viagens, mas ou os tais duendes coroados ou os peixes-folhas sempre aparecem e interferem na rotina deles (ou brotam da imaginação coletivamente, como num jogo cujas regras apenas as pessoas que estão a jogar conhecem - não que as regras sejam exatamente rígidas). As narrativas sabem ser sofisticadas, escondem um leitor disciplinado, que lembra bem seu Câmara Cascudo, seu Lewis Carroll, seu Ovídio, seu Isaac Singer, seu Alejo Carpentier. Algumas imagens que surgem dos diálogos lembram o mundo mágico das pinturas de Chagall e de Klee. O tratamento gráfico do livro é muito bom e as ilustrações são assinadas por um sujeito conhecido como Fê. Ulalá. Esse sim é um livro que celebra a alegria de viver. Evoé.
[início: 19/07/2016 - fim: 24/07/2016]
"Contos de duendes e folhas secas", Sérgio Medeiros, ilustração de , São Paulo: editora Iluminuras (coleção Livros da ilha / divisão infantojuvenil), 1a. edição (2016), brochura 15,5x22,5 cm., 132 págs., ISBN: 978-85-7321-449-9