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quinta-feira, 12 de setembro de 2019

anthony bourdain remembered

Há pouco mais de um ano, num funesto 08 de junho, uma sexta-feira, Anthony Bourdain cometeu suicídio. Senti aquela morte como a de uma pessoa querida, como se fosse uma pessoa muito próxima. Lembro-me muito bem do impacto da leitura de seu primeiro livro, "Cozinha confidencial", no início dos anos 2000. Não se tratava apenas de um livro sobre gastronomia, salpicado com receitas bacanas. Bourdain descrevia o ofício de cozinhar nos grandes restaurantes com humor e sarcasmo, contrastando o visível glamour daquela atividade com o pouco conhecido estresse ao qual os profissionais são submetidos, com os truques sujos dos proprietários para promover vendas, com o ego inflado dos cozinheiros estrelados, com as carreiras que se eclipsavam por conta das drogas. Depois li vários outros livros dele (Maus bocados, Ao ponto), seus textos de ficção (Bobby Gold) e suas graphic novels (Get Jiro! e Hungry Ghosts). O sucesso com a venda dos livros o levou a televisão, onde gravou várias séries, séries admiráveis que nunca cansam o espectador (A Cook's Tour, No Reservations, The Layover e Parts Unknown). Bourdain tornou-se uma celebridade, um talentoso contador de histórias, um sociólogo amador, alguém que tinha a notável capacidade de sintetizar em poucos minutos os complexos contextos de culturas bastante diferentes da sua. Poucas pessoas inspiravam tamanha admiração e também, claro, inveja. Assim como eu, que ao fazer minha peregrinação à Dublin preparei-me assistindo seus shows gravados lá (um deles pode ser acessado aqui: No reservations), muitos devem ter se inspirado nele ao programarem-se para uma viagem. Sua morte pegou todos de surpresa. Como podia um sujeito vivendo uma vida tão prazerosa cometer suicídio, todos perguntavam-se. Logo após sua morte o canal de notícias CNN abriu espaço em suas mídias sociais onde os fãs de Bourdain poderiam registrar algo sobre ele, celebrar seus feitos, falar de sua influência. Recentemente parte daqueles registros digitais nas mídias sociais foram transferidos para o formato livro, este "Anthony Bourdain Remembered". Trata-se de 155 registros, que guardam algo do impacto daquela notícia triste. Alguns são de celebridades, colegas chefs, gente da televisão ou políticos bastante conhecidos; a grande maioria pessoas comuns, entusiastas de sua arte, aficionados do mundo inteiro. O livro contém fotos muito bacanas, fotos que capturam aquele olhar ambíguo, de quem fazia as coisas parecerem fáceis, mesmo quando elas eram sabidamente difíceis. Grande sujeito, para ser lembrado sempre. Bela homenagem, belo livro. Vale! 
Registro #1447 (perfis e memórias #92) 
[início - fim: 29/07/2019]
"Anthony Bourdain Remembered", Amy Entelis (organizadora), New York: HarperCollins Publishers (Ecco hardcover books), 1a. edição (2019), capa-dura 22,5x26 cm., 208 págs., ISBN: 978-0-06-295658-3 [edição original: CNN Worldwide 2019]

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

hungry ghosts

"Hungry Ghosts" foi um dos últimos trabalhos de Anthony Bourdain, o prolífico chef, escritor, apresentador de tv, produtor e, também, autor de histórias em quadrinhos. Anthony Bourdain cometeu suicidio em junho deste ano. Um assombro, uma notícia ruim, uma grande perda. Tinha uma vida invejável em muitos e variados sentidos, mas os cães negros da depressão não perdoam ninguém. A Casa del Libro avisou-me que a versão espanhola do livro estava disponível, então encomendei-a o mais rápido que pude. Essa não é a primeira incursão de Bourdain no mundo dos quadrinhos. Já registrei aqui o divertido "Get Jiro!", no qual ele produz uma fusão entre gastronomia, Japão, o mundo dos gângsters e dos westerns americanos. Em "Hungry Ghost" ele repete a parceria com Joel Rose, assinando juntos um roteiro com nove histórias curtas. A criação da parte gráfica das histórias foi dada a oito renomados cartunistas: Sebastian Cabrol, Vanesa Del Rey, Ferancesco Francavilla, Irene Koc, Leonardo Manco, Alberto Ponticelli, Paul Pope, Mateus Santolouco. Sal Cipriano assina  a tipografia e José Villarubia é o responsável pelas cores do álbum. Todas as histórias gravitam o mundo dos fantasmas e espíritos da mitologia budista, histórias do folclore japonês e chinês nas quais todos os seres após a morte experimentam uma espécie de sobrevida animalesca, alimentando-se de emoções e medos daqueles que ainda vivem. Eles tem nomes estranhos: Yokai, Yurei, Obake, Kappa e vários outros. As histórias tratam de obsessões culinárias, de hábitos de alimentação, de regras de etiqueta gastronômica. Apesar do bom tratamento gráfico o resultado é muito irregular. Algumas histórias são de fato algo assustadoras, mas são curtas demais, acabam antes que a narrativa produza um devido clima de encantamento e magia. O livro inclui cinco receitas assinadas por Bourdain, pratos com os quais alguns dos fantasmas famintos poderiam se fartar. Não cheguei a experimentar nenhuma das receitas. Vamos a ver se me animo a fazê-lo um dia destes. Bueno. Grande Bourdain. Era mesmo divertido acompanhá-lo em suas viagens mundo afora. Good night sweet Prince!
Registro #1350 (graphic novel #72)
[início 15/11/2018 - fim: 17/11/2018]
"Hungry Ghosts", Anthony Bourdain e Joel Rose (roteiro), Sebastian Cabrol, Vanesa Del Rey, Ferancesco Francavilla, Irene Koc, Leonardo Manco, Alberto Ponticelli, Paul Pope, Mateus Santolouco. Sal Cipriano, José Villarrubia (colorista), Madrid: Medusa Cómics (Editorial Hidra), 1a. edição (2018), capa-dura 17,5x26,5cm, 128 pág. ISBN: 978-84-17390-72-31-401-22827-9 [edição original: Anthoy Bourdain's Hungry Ghosts (New York: Berger Books) 2018]

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

get jiro!

"Get Jiro!" é uma história em quadrinhos muito divertida mas, claro, totalmente nonsense, amalucada. Anthony Bourdain (em parceria com Joel Rose) criou uma história onde encontramos gastronomia, orientalismo, artes marciais, sociologia selvagem e exercícios de futurologia. Me parece que se trata de uma versão em formato mangá de um dos capítulos mais divertidos de "Ao ponto", o livro autobiográfico mais recente de Bourdain, que comentei aqui no ano passado. Pois naquele capítulo (heróis e vilões) ele apresenta um sarcástico censo dos chefs e críticos de gastronomia contemporâneos (tanto da Europa quanto dos Estados Unidos), não poupando praticamente ninguém de sua língua afiada e estilo demolidor. O herói de Bourdain em "Get Jiro!" é um talentoso chef oriental que se estabelece na periferia de uma Los Angeles futuristica e hedonista, onde a culinária (e a comida, a alimentação, enfim, toda a cultura gastronômica) é o único prazer que estimula de alguma forma as pessoas (de qualquer grupo social). Nesta sociedade os grandes chefs são como mafiosos, senhores da guerra, líderes de famílias que controlam cada região da cidade. Bourdain cria dois chefs caricatos ao extremo. Uma é Rose, representante de uma espécie de um terroir radical, onde apenas produtos locais devem ser utilizados na culinária. O outro é Bob, um espécie de herdeiro da refinada alta cultura gastronômica de nossos dias. Enquanto os dois grandes chefs lutam pelo controle da cidade o herói de Bourdain, Jiro, mantém seu pequeno sushi bar, sempre atento a forma correta de apresentar seus pratos e zeloso do comportamento de seus clientes. Ambos querem atraí-lo para seus feudos, mas ele prefere contiuar independente. A história é mais ou menos previsível: um herói solitário que se rebela contra dois grupos rivais, numa luta do bem contra o mal, mas é realmente divertida. Deve algo também aos irônicos filmes de Quentin Tarantino, onde a violência funciona como ferramenta de análise sociológica. Seguramente é o tipo do livro que vale o tempo investido pelo leitor.
[início 02/12/2012 - fim 12/12/2012] 
"Get Jiro!", Anthony Bourdain e Joel Rose (roteiro), Langoon Foss (arte), José Villarrubia (colorista), New York: DC Comics (Vertigo), 1a. edição (2012) capa-dura 17,5x26,5cm, 160 pág. ISBN: 978-1-401-22827-9

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

bobby gold

A primeira versão desse livro foi publicada em 1985, mas é como se ela não existisse, não consegui encontrar nenhuma outra informação confiável sobre ela. Sei apenas que após Anthony Bourdain alcançar sucesso e visibilidade, no início dos anos 2000, "Bobby Gold" foi republicado. É um livro pequeno, escrito em capítulos curtos, quase sketches, talvez já pensados para uma versão cinematográfica, uma adaptação teatral, um roteiro. Na época do lançamento original Bourdain ainda era apenas um jovem cozinheiro (com sólida formação culinária no Culinary Institute of America), errático e algo intoxicado. Não havia se tornado ainda o grande e habilidoso chef que escreveria o best-seller "Cozinha Confidencial" quinze anos depois. Em "Bobby Gold" acompanhamos um jovem rapaz judeu de classe média alta que se envolve com tráfico de drogas, passa dez anos preso, ganha massa muscular, alguma sabedoria prática e torna-se o robusto guarda costas (faz-tudo parece ser o termo mais adequado) de um mafioso menor da Manhattan de início dos anos 1980 (os anos agitados onde não se sabia da existência da AIDS, a policia americana era francamente corrupta e drogas eram consumidas com entusiasmo - e quase abertamente - nas boates controladas pela máfia). São histórias bem humoradas e irônicas. Bobby Gold é um personagem interessante (algo esquemático e pouco verossímel nessa aparição, mas tem o physique du role dos bons personagens dos romances policiais). Bourdain é um bom observador e sabe mesclar algo da cultura pop de seu tempo, citações musicais e literárias, informações insuspeitas sobre como se opera para lavar dinheiro, administrar bares e restaurantes, controlar bêbados e drogados, cobrar dívidas. Ele aproveita também algumas oportunidades no texto para descrever algo da gastronomia sofisticada dos restaurantes três estrelas. A narrativa é descompromissada, a facilidade de Bourdain para a oralidade (ele sabe ser desbocado sem ofender a paciência do leitor) torna "Bobby Gold" um livro agradável de se ler. Muito do material bruto que Bourdain utilizaria no "Cozinha Confidencial" aparece ficcionalizado aqui. [início 16/09/2011 - fim 17/09/2011] 
"Bobby Gold: Leão-de-chácara", Anthony Bourdain, tradução de Pedro Maia Soares, São Paulo: editora Companhia das Letras, 1a. edição (2005), brochura 14x21 cm, 119 págs. ISBN: 85-359-0675-4 [edição original: Bobby Gold (Edinburgh: Canongate Crime) 2001]

sábado, 10 de setembro de 2011

ao ponto

Publicado em meados do ano passado, "Ao ponto" é uma espécie de ajuste de tom de Anthony Bourdain. Há dez anos, ao lançar "Cozinha confidencial", seu estilo debochado, direto e bem humorado agitou o mundo dos livros de gastronomia e fez seu livro entrar para a lista dos mais vendidos em quase todos os lugares onde foi publicado. Ele tornou-se uma celebridade, mas uma que não economizava sarcasmo e palavrões para descrever o quanto é isenta de glamour uma cozinha profissional e o quanto a maioria dos cozinheiros são sujeitos estressados e frequentemente intoxicados. Muita gente, inclusive no Brasil, leu sobre as maluquices que Bourdain descrevia e imediatamente o invejava, imaginando-se a comandar uma cozinha, a trepar com garçonetes e clientes lindíssimas, sendo recebido como um rei em restaurantes três estrelas, bebendo e se drogando no final da noite de trabalho. Ele descrevia também a disciplina quase militar e o aprendizado contínuo necessário para se enfrentar noite após noite o fluxo de clientes (o que tornava quase todas as experiências do livro contraditórias e auto-excludentes, como na vida, claro), mas o jorro de palavras de Bourdain encantava (e deve encantar ainda hoje, acredito) por conta do estilo e da originalidade. Parecia que ninguém havia falado sobre culinária daquela forma antes. Claro, ele não termina aquele livro sugerindo que todo neófito que tivesse algum interesse em culinária devesse abandonar seu emprego aborrecido e juntar-se a brigada do primeiro restaurante que encontrasse. O livro sugere exatamente o contrário. Mas quando um texto torna-se um best seller não importa o que está escrito, mas sim o entendimento coletivo do que está escrito, reverberado por críticos lenientes, jornalistas apressados, press-releases mal lidos, comentários de amigos que acham que "aquele livro" tem a sua cara. Logo depois da publicação de "Cozinha confidencial" ele deixou o cargo de chef do restaurante sofisticado que comandava. Criou um (ou mais) programas de televisão, passou a escrever com regularidade para jornais e revistas, fez viagens ao redor do mundo em busca de sabores e paisagens exóticas. Publicou outros livros neste período (Em busca do prato perfeito e Maus bocados). Estes dois são livros clássicos de viagem e gastronomia, algo irregulares, mas que Bourdain salva por conta de seu bom humor e o acerto da maioria de seus argumentos de antropólogo selvagem. Com "Ao ponto" ele retoma sua autobiografia. São dezenove textos independentes, crônicas que relatam as coisas em que se envolveu nos últimos dez anos. Alguns são quase contos, construções ficcionais, outros reflexões interessantes sobre gastronomia e a vida. Ele confessadamente tenta se redimir dos exageros do "livro raivoso" que o lançou ao sucesso, mas não faz concessões nem é piegas. É só um sujeito que ficou mais velho; descasou e casou novamente; tornou-se um pai cinquentão; fez novos amigos, manteve alguns e perdeu outros; comprou brigas e foi convidado para entrar em brigas; reinventou-se (sobreviveu talvez seja a palavra certa) à sua maneira. O tom de suas narrativas é variado (memória, causos engraçados, conversa olho-no-olho, divagações, especulações, humor ácido, pedido de desculpas). Não há hipocrisia. Gostei particularmente dos textos em que ele achincalha sem perdão, explicitando porque tal sujeito e/ou comportamento é condenável ou questionável. O texto onde ele faz um "Quem é quem" do mundo da gastronomia americana é muito bom. Gostei também de um onde ele descreve a habilidade de Justo Thomas, um preparador de peixes de um restaurante sofisticado (que é levado para o salão do restaurante onde trabalha, pela primeira vez, por Bourdain). Um sujeito curioso sobre o que são os menu-degustação dos restaurantes estrelados também vai se divertir com um dos textos do livro. Bourdain não nos deixa esquecer que não há boas intenções genuínas entre os homo sapiens sapiens, principalemente naqueles envolvidos em um negócio tão lucrativo e competitivo quanto o da gastronomia. No final ele faz o censo do povo que ele citou (e/ou achincalhou) no "Cozinha confidencial", já pode ir dormir em paz e sonhar com os ruídos da caixa registradora. [início 03/09/2011 - fim 06/09/2011] 
"Ao ponto: uma carta de amor sangrenta para o mundo da culinária", Anthony Bourdain, tradução de Celso Nogueira, São Paulo: editora Companhia das Letras, 1a. edição (2011), brochura 14x21 cm, 323 págs. ISBN: 978-85-359-1925-7 [edição original: Medium Raw: A bloody valentine to the world of food and the people who cook (Ecco Books,HarperCollins) New York, 2010]

sábado, 5 de abril de 2008

maus bocados

O prazer à mesa nos torna um tanto exagerados. Terminei o pequeno livro do Daniel Boulud e resolvi começar sem intervalo este “Maus bocados”. Mais receitas, comidas exóticas, a rotina agitada dos restaurantes, mais fome! Anthony Bourdain é da mesma geração que Boulud, mas tem uma trajetória um tanto diferente. Americano, ele realmente entrou no mundo da alta gastronomia pela porta dos fundos (que é a porta da cozinha afinal de contas). Apesar de ter cursado vários cursos de gastronomia em sua juventude e ter se habilitado com louvor para a profissão seu treinamento foi “à americane”: primeiro os livros, depois a cozinha. Nada parecido com o eterno louvor ao ciclo das estações e amor às tradições (o terroir) dos franceses. Lentamente, trabalhando duro na bancada de salteados, se esforçando na eterna luta contra o fogo e preparando infinitos “mise en place” ele chegou à grande chef de um importante restaurante novaiorquino, o Les Halles de meados dos anos 1990. Nos seus livros anteriores [Cozinha confidencial e Em busca do prato perfeito] ele conta esta escalada, sempre lembrando das diferenças entre um restaurante estrelado pelo guia Michelin e um restaurante como aquele onde ele chegou a chef, onde 300 refeições diárias eram preparadas e servidas antes dos clientes sairem correndo para um espetáculo na Broadway (mesmo caros os restaurantes têm lá seus condicionantes). Claro, o fato dele confessar seus hábitos pouco ortodoxos na cozinha dão um colorido especial aos livros. Eles são de fato muito engraçados e repletos de histórias dos bastidores do mundo invejável dos grandes chefs. Os livros grangearam-lhe fama instantaneamente (que ele não se furtou em capitalizar para adaptá-los para um programa de televisão produzido originalmente para o canal Discovery Travel). Aparentemente neste programa ele quase sempre sai em busca de histórias curiosas que venham acompanhadas de pratos fortes e exóticos pelo mundo todo (sua passagem pelo Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, parecem ter sido movidas à doses poderosas de caipirinhas e outras delicinhas). Mas este livro tem um defeito acho eu: como se trata de uma coleção de artigos originalmente escritos para revistas ou rascunhos de idéias que antecipavam os roteiros de seu programa de televisão não há uma harmonização convincente ao final. Há uma seção no final do livro intitulada "comentários" onde ele explica a gênese de cada artigo. Se esta seção fosse incluída imediatamente antes de cada artigo estou seguro que o efeito sobre a leitura seria bastante favorável. Paciência. O livro já está editado e eu sou o menor dos anões desta freguesia. "Cozinha confidencial" é de longe o melhor livro que li dele. "Em busca do prato perfeito" serve como um guia gastronômico sentimental que invejamos um tanto. "A cozinha do Les Halles" é um livro clássico de receitas. Já este "Maus bocados" deixa um travo amargo no leitor, como se o chef tivesse errado enfim uma receita que parecia fácil.
"Maus bocados: cortes varietais, guarnições, sobras e ossos aproveitáveis", Anthony Bourdain, tradução de Celso Mauro Paciornik, editora Companhia das Letras, 1a. edição (2008) brochura 14x21cm, 360 pág., ISBN: 978-85-359-1155-8